Ano de consolidação para o turismo de natureza no Grande Vale do Côa

Agosto 16, 2026

A Rewilding Portugal encerrou 2025 com resultados muito positivos na sua vertente de turismo de natureza, afirmando cada vez mais este mercado como um pilar estratégico da sua atuação e para a dinamização do território do Grande Vale do Côa.

Ao longo do ano realizaram-se 35 experiências turísticas, que trouxeram mais de 300 pessoas ao território, gerando uma faturação total superior a 45 mil euros na totalidade do ano. Estes números representam máximos históricos até ao momento e demonstram a maturidade crescente da oferta desenvolvida em parceria com a Rede Côa Selvagem e com a própria atratividade que a oferta rewilding vai ganhando no mercado.

Abril e Julho destacaram-se como os meses de maior procura, confirmando a forte tendência do período Primavera-Verão para experiências imersivas de natureza. A média de permanência foi de 2,3 noites, evidenciando que os visitantes procuram estadias curtas mas imersivas, centradas na descoberta do território. Em termos de nacionalidades, 63% dos participantes foram portugueses, reforçando a importância do mercado interno, registando-se também procuras interessantes de Reino Unido, Países Baixos, Espanha e Bélgica. Também ao nível sociodemográfico emergem tendências claras: 73,9% dos visitantes têm mais de 50 anos, perfil típico do turista de natureza, associado a maior disponibilidade financeira e de tempo e claro, o interesse por experiências transformadoras e com impacto. A esmagadora maioria possui formação superior (91,3%).

As redes sociais lideram como principal canal de captação (30,4%), seguidas de recomendações diretas (26,1%), demonstrando a força do “boca-a-boca” e a importância da qualidade da experiência. Importa salientar que cerca de metade dos visitantes nunca tinha estado anteriormente no Grande Vale do Côa, o que demonstra a capacidade do rewilding para atrair novos públicos ao território e gerar impacto regional direto.

É também fundamental monitorizar a satisfação dos visitantes com as experiências vividas, o objetivo maior de qualquer operador turístico. Os resultados são extremamente positivos, embora exista sempre espaço para aprimorar o que é oferecido. 100% dos visitantes afirmaram ter gostado da experiência e 76.5% atribuíram mesmo o nível máximo de satisfação. Foi também consensual a todos os visitantes a capacidade que a experiência teve de criar novo conhecimento sobre rewilding, o que gera mais um número redondo: 100% recomendariam a experiência que viveram a terceiros.

Os momentos mais impactantes referidos pelos nossos visitantes incluem o avistamento de grandes herbívoros em liberdade, o contacto direto com as áreas rewilding, o conhecimento dos parceiros da Rede Côa Selvagem e a observação de espécies selvagens que não vêm habitualmente, assim como a valorização forte das comunidades locais que sentem a cada momento.

Os resultados demonstram que o turismo de natureza, quando alinhado com princípios de conservação e desenvolvimento local, pode gerar impacto económico, social e ambiental positivo. O rewilding é também um motor de regeneração territorial e de envolvimento das pessoas com a natureza.

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