Uma história de milhares de anos entre pessoas e vida selvagem
Muito antes de o Grande Vale do Côa se tornar a referência internacional para a conservação e restauro da natureza que é hoje em dia, estas paisagens já testemunhavam uma relação profunda entre os seres humanos e a vida selvagem.
Nas margens do rio Côa, milhares de figuras gravadas na rocha preservam a memória de um mundo habitado por grandes animais. Cavalos selvagens, auroques – os antepassados selvagens do gado doméstico – veados e cabras-montesas foram representados por comunidades humanas do Paleolítico, que deixaram nesta paisagem um dos mais extraordinários conjuntos de arte rupestre ao ar livre do mundo.
Estas imagens são muito mais do que expressões artísticas de um passado distante. Constituem testemunhos de uma relação antiga entre as pessoas, os animais e o território, e convidam-nos a olhar para a natureza não apenas pelo que é hoje, mas também pela história ecológica que a moldou. Uma história de coexistência, feita de avanços e recuos.
